Vai aí o link para uma série de tombos hilários envolvendo famosos. Têm clássicos como o do Fidel e Steve Wonder (tadinho), e um monte de outros sensacionais. Coloquei aqui no post o tombo da Miss Norte americana no Miss Universo. Isso porque eu tive o privilégio de assistir ao vivo. Quase morri de tanto ri, foi uma cuzada de primeira. Perdão pela expressão e boa diversão.
3 de jun. de 2008
Os tombos de famosos mais famosos do mundo.
Strike.
Segurança Pública
A opinião que emitirei tende a não representar fielmente a realidade por que vivo longe dos ocorridos, mas ainda assim acho que é valida.
Vendo o filme Tropa de Elite que, espero, seja um retrato válido da realidade da segurança pública carioca, fiquei pensando, não é possível que as drogas causem tanto estrago e tantas mortes quanto a guerra contra o tráfico. Acho que ações do BOPE encenadas no filme são uma solução que custa mais caro do que os benefícios proporcionados.
O argumento é que as drogas não são o principal problemas, mas sim as armas que são financiadas com o $$ do tráfico. Pois bem, contra-argumento que os traficantes precisam de armas por que a polícia, que é paga para impedir o tráfico, usa armas e então é preciso se armar para assegurar o negócio. No filme Cidade de Deus, uma colocação de Dadinho (ele ainda não era o Zé Pequeno) para o Bené indica que roubos, assaltos e outros crimes não geram tanto dinheiro quanto o tráfico de drogas. Justamente nessa hora que eles decidem que tomarão as bocas dos traficantes e, num ritual, Dadinho ganha o nome de Zé Pequeno.
Voltando ao tema segurança pública, me ocorre que a violência empregada pela polícia gerou a violência usada pelos traficantes e que esse círculo vicioso já foi muito longe e está cada vez mais difícil de ele ser interrompido. O que sobra disso? É que o problema não são as drogas, mas sim as armas. E, repetindo a introdução deste pensamento, não creio que as drogas fazem tão mal à sociedade quanto a guerra.
As operações policiais acabam por executar sentenças que não foram proferidas por nenhum tribunal. Muitas operações terminam com mais mortos do que armas apreendidas. As pessoas que são mortas podem até ter cometido crimes, mas não foram julgadas e nenhuma prova contra elas foi ou será apresentada à sociedade. E é justamente isso que um relator da ONU (Philip Alston – da Austrália) escreveu em seu relatório sobre a Segurança Pública do Rio. O relatório critica severamente essas ações dizendo que elas têm um caráter populista, ou seja, servem apenas para agradar as pessoas de classe média e alta que gostariam de ver resultados rápidos, mas que no fim são contraproducentes, ou seja, não produzem o efeito desejado que é o fim da violência e, ao contrário, geram uma insegurança ainda maior.
Ontem o sr José Mariano Beltrame, secretário de segurança do estado do Rio, criticou o relatório dizendo que ele é míope e deslocado da realidade carioca. O argumento utilizado por ele é que um australiano que passou 4 dias no Rio e que, dessa forma, não tem o direito de opinar.
Isso mostra o despreparo da segurança pública carioca. O secretário, ao invés de acrescentar informações que provem o contrário, ataca gratuitamente o relator que, passou apenas 4 dias no rio, mas tem todos os relatórios, com todos números de todas as operações, algo que, provavelmente, esse sr Beltrame nunca se prestou a ler. Ao invés de usar o relatório para melhorar a segurança, ele lê o resumo deste no jornal, critica o relator e argumenta que ele é australiano e no Rio mando eu. Tudo indica que vai continuar como está... Infelizmente.
2 de jun. de 2008
Marketing Verde.
Li hoje em algum lugar (não me lembro onde, portanto não adianta clicar aqui por que não tem link) uma crítica sobre as campanhas ‘verdes’ de algumas marcas. Vanguardista que sou, já havia participado de uma discussão de bar sobre este tema na última sexta feira com o japonêis e o fumugo.
A discussão começou com uma crítica do japa sobre a atividade que a Nokia tem de recolher celulares velhos. Ele disse que isso era ruim por que, no fundo, só visava vender mais celulares o que, sob esta ótica, não tem nada de ecológico, mas somente de mercadológico. Pois bem, argumentei que não, que a ação era muito válida sim. Em primeiro lugar por que as vendas de celulares iam aumentar de qualquer forma e se isso incentiva a aumentar mais a da Nokia do que a dos outros, que seja, mas que recolhendo celulares ela ajudava a minimizar o impacto de suas atividades. O Fumugo também saiu em defesa da Nokia e argumentou que os celulares recolhidos eram reciclados e tinham alguns componentes reutilizados e que isso, além de economizar $$ da Nokia na fabricação de celulares economizava recursos naturais. Vencemos, convencemos o Japa que a ação era válida.
Hoje, na crítica que li, o autor do texto deu o argumento que faltou ao japonêis e que daria ele a ‘vitória’da discussão. O texto falava sobre campanhas ‘verdes’ em geral e não sobre essa ação específica da Nokia, mas serve. O autor argumentava que, ao realizar uma ação deste tipo, a empresa diz aos consumidores que consumindo seus produtos ele está contribuindo para salvar o ecossistema. O que, normalmente, não deixa de ser verdade.
Então o autor continuava dizendo que dessa forma, essas campanhas incentivam o camarada a consumir e que, em troca, ele recebe além do produto, algo que limpa a consciência dele por que está salvando o planeta. Pois bem, assim, o cara vai, compra um celular nokia e devolve o antigo dele para a reciclagem e, saindo da loja, entra com seus 70 kg em seu SUV 4X4 que pesa quase 3 toneladas, que tem um motor 5.0 litros, que faz 4,5 km/litro de gasolina e acha que fez a sua parte do salvamento do planeta. Esse sim é um bom argumento sr Japonês. Prestou atenção? O problema de campanhas de marketing ‘verdes’ é que elas incentivam o cara a fazer algo que ajuda, mas não é suficiente, mas ao mesmo tempo, é tão bonita e faz tudo parecer tão... tão... tão... verde, que dá ao consumidor a sensação de dever cumprido.
Então, fica aqui o meu grito: Abaixo às empresas social e ambientalmente responsáveis!
Calma lá né gente, também não é bem assim. A culpa é das agências de publicidade que não falam em suas campanhas que só ter conta no Real e usar desodorante kaiak não é suficiente para salvar o planeta. Ou será que é dos clientes que não aprovam campanhas que dizem isso?
